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"Corte o mal pela raiz"
Para ter-se uma bela flor é necessário que ela seja bem tratada desde a raiz, regando-a todos os dias, devemos coloca-la ao sol para que receba  as boas energias solares. E para que esta flor cresca, também precisamos que ela esteja feliz e que tenha vontade de crescer.
Esta vontade é que impulsiona a força da autoconfiança. Uma flor doente pode murxar e deixar-se por morrer, quando perdemos nossa fé e deixamos nossa responsabilidade na mão de outros. A ilusão de tentar adaptá-la a outra pessoa ou ambiente sugere uma supervalorização externa, tornando tudo muito mais complicado, e uma vida quase que inexistente.
A negligência é um erro humano, esta é a diferença de uma flor e da nossa falta de autoconfiança, que pode nos levar a buscar nosso conceito de auto-estima externamente, de forma competitiva e egoísta. Quando nosso desempenho é superior ao de outra pessoa, sentimo-nos melhor que eles? Não necessariamente, pode ser medo do fracasso, um sentimento de defesa instantâneo. Quando outra pessoa apresenta um desempenho melhor que o nosso, sentimos ciúme, devido a auto-estima baixa.
O que fazemos é tornar a nossa percepção do "eu" dependente de acharmos que o outro é inferior, desta maneira, tornarmo-nos vítimas de nossos próprios egocentrismo irrefutável.
O ciúme, a possessividade e a competição são as nossas raízes ruins, projetadas externamente para o mundo e só podem e devem ser arrancadas por nós mesmos.
 
Ivan Ferrer
19 de outubro de 2004

» Escrito por Vanfer às 16h45
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