O Guerreiro
Depois do massacre de seu povo, Abrem-se as portas do inferno Sob o céu de ouro surge o guerreiro No circo sircense, o picadeiro macabro Pelas rochas pútridas da arena, Nas terras áridas do inimigo, No solavanco do vento enpoeirado A platéia se agita, Tocam-se as trombetas de marfim Começa o espetáculo bizarro Guerreiro é lançado à fúria dos tiranos Ao primeiro toque, se esvaem em sangue derramado Debatem-se ao chão ensanguentados Àmaldiçoados pela frebre da ira do guerreiro. Sua espada seca em sague coagulado, Não se reverencia aos corpos dilacerados De corte enferrujado, ainda se retira vidas. Da batalha, surgem mais tiranos E do sangue do inimigo derrama-se em prantos, Lavrado com suor e sangue amargo, ajoelha-se. Do palco desumano, o grito em liberdade é aclamado. E a humanidade é dada à compaixão. Do orgulho nascem o respeito pelo grande guerreiro.
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